Em 1931, no Líbano, nasceu Jean Tanios Abdo, mais conhecido como Seu Jean.

Ainda na adolescência, Jean aprendeu com o pai a importância de trabalhar de forma aguerrida para sustentar a família e desta forma, o auxiliava na mercearia da família.

Em 1970, casado, com duas filhas, com dificuldades financeiras, muda com a família para o Brasil.

Veio parar em Curitiba, onde tinha um primo que o convidou a trabalhar em seu restaurante, o primeiro restaurante tradicionalmente árabe da cidade, localizado em região nobre da capital paranaense.

Jean rapidamente apaixonou-se pelo Brasil e viu na na oportunidade oferecida pelo primo, uma chance de criar melhor e com mais conforto a família.

Em 1977,  seu primo, até então sócio do restaurante, resolveu deixar a sociedade, Jean tinha um dinheirinho guardado e entrou na sociedade.

Como todo árabe, bom de papo e afetuoso, Jean chamava os clientes pelo nome e conhecia seus gostos. Os negócios prosperavam.

Assim foram por mais de 20 anos. O restaurante era conhecido por praticamente toda a cidade e Seu Jean, sempre à frente dele, também se tornou figura carinhosamente lembrada por todos aqueles que frequentavam o restaurante.

Em 1999, um fatídico incêndio fechou as portas do restaurante. O desânimo e os danos foram grandes e a demora da execução do seguro fizeram com que ele encerrasse as atividades no comércio.

Aí temos a entrada de uma nova personagem em nossa história.

Formada em direito, Vaneska Berçani, aos seus 26 anos, já sabia que não queria dar prosseguimento à carreira de advogada.

Foi então que em 2001 sua história se cruzou com a história de Seu Jean. Ao se conhecerem perceberam que ali existia uma grande oportunidade de um negócio nascer. Unia-se a vontade de empreender de Vaneska com a vontade de Seu Jean em dar continuidade ao antigo negócio.

Fundaram, juntos, o Velho Oriente: um restaurante libanês, com as receitas tradicionais do antigo restaurante comandado por Seu Jean. Era a mistura perfeita para o sucesso: a veia empreendedora e visionária de uma jovem com o conservadorismo e experiência de um senhor com mais de 30 anos de comércio. Ambos apaixonados pela gastronomia.

Vaneska, que até então não sabia cozinhar, e via-se as voltas com processos judiciais, foi a luta, formou-se chef de cozinha.

Seu Jean, por sua vez, sempre dedicado e preocupado em melhor atender seus clientes, passava toda a sua experiência não só à Vaneska, mas a todos os funcionários do restaurante, que viam em ambos a referência de pessoas dedicadas ao próprio negócio.

A mistura deu certo e o restaurante logo tomou seu lugar ao sol. Pessoas que conheciam o antigo restaurante passaram a frequentar o Velho Oriente e a trazer lembranças da juventude quando frequentavam o restaurante da Rua XV.

Seu Jean, sempre lembrado de forma saudosista, recebia os novos e antigos, clientes com o mesmo animo e dedicação  que os recebia no restaurante.

O Velho Oriente foi indicado e recebeu muitos prêmios.

Após 15 anos de dedicação ao já consolidado e muito bem-conceituado Velho Oriente, em 2016, aos seus 85 anos, Seu Jean falece.

Porém, como sua própria família reconhece, sua história continua a ser escrita em cada prato preparado pela equipe do restaurante, desde então segue sob o comando exclusivo da chef Vaneska, que continua preparando as receitas fielmente como ensinadas pelo Seu Jean.

E o Velho Oriente prossegue, escrevendo novas e belas histórias nas vidas de seus frequentadores assíduos, da equipe que se perpetua e, principalmente, das famílias de Seu Jean e Vaneska.

*Velho do Oriente era como Seu Jean gostava de ser chamado.

Av. Água Verde, 1551 – Água Verde

Funcionamento:

Terça a sexta das 18h as 23h30

Sabado: das 11h30  as 15h30 e das 18h as 23h30

Domingo: das 11h30 as 16h

Telefone: 41 3343-2007

Foto: Divulgação Oriente Árabe

 

 

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